Meu corpo é meu templo, através dele externo vida, meu corpo.
A sombra de algo maior, de algo mais além, não o longínquo inatingível, mas o que está próximo, universo resumido ao meu eu. Aquilo que é sombra não tem o condão de ser verdade, é sombra, sombra que não se toca, que é ausência de luz, em meu templo, em meu eu, agora sendo deus, universo, energia, tudo, para além de barreiras.
O discurso que retumba nas tumbas, o discurso do coração aberto, exposto, coração plástico e mentiroso, defeituoso, meu eu importa mais do que sua sombra adorada, do que sua hipocrisia venenosa.
Meu eu viu-se de fora em uma melancolia que o cercava, desejoso de muitos desejos, medroso de muitos medos, errante, infeliz enclausurado por ditames e discursos, veio a força para quebrar as correntes e sair da caverna e não mais sombras, mas o eu iluminado, sem medos, sem amarras e livre!
